Ter, 10/02/2015 por
“os que
são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são
segundo o Espírito, para as coisas do Espírito” (Rm. 8.5).
O carnaval
é uma festa popular que quase sempre inclui folias, bailes, fantasias,
desfiles, músicas, sensualidade, bebidas alcoólicas e até drogas
ilícitas. As comemorações acontecem oficialmente em três dias, do
domingo à terça-feira. E, no Brasil, o "sábado de carnaval" também é dia
de festa, sem falar nas diversas folias pré-carnavalescas e nas
micaretas e carnavais fora de época.
A palavra carnaval deriva da expressão latina “carne levare”,
que significa abstenção da carne. O termo remonta aos séculos XI e XII
para designar a véspera da quarta-feira de cinzas. Os teóricos explicam a
expressão a partir dos termos do latim tardio “carne vale”, isto
é, despedida da carne; o que indica que no carnaval o consumo de carne é
permitido pela última vez antes do jejum quaresmal que antecede a
páscoa.
A origem
da festa é incerta. No entanto, o carnaval é associado às celebrações
da Roma antiga, como as festas libertinas em homenagem aos deuses
mitológicos Baco e Saturno. Baco de origem grega é conhecido como
Dionísio responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho e da
embriaguez. As famosas bacanais eram festas de muito vinho, erotismo,
orgias e alegria descabida.
Outro elemento
associado ao carnaval é o deus “Momo” da mitologia grega. Ele morava no
Olimpo junto aos deuses, porém sempre rindo dos outros, Zeus o expulsou
e o condenou a perambular pela terra. Essa figura mitológica foi
incorporada pelos gregos e romanos em suas comemorações, principalmente
as que envolviam irreverência e desinibição.
Na Grécia,
nos séculos V ou IV a.C, os primeiros reis Momos desfilavam em festas
de orgia. O escolhido era alguém obeso e extrovertido. Já nas bacanais
romanas, o Rei Momo era escolhido entre os soldados mais belos do
Exército. O escolhido desfrutava de todas as regalias durante a festa.
Terminada a folia, ele era levado ao altar do deus Saturno para ser
sacrificado. No carnaval moderno o “Rei Momo” recebe as “chaves” da
cidade para comandar os foliões.
O carnaval
também é regado de bebida alcoólica e erotismo. Na Mitologia, o deus
Baco que também é conhecido como Dionísio, foi convocado por Zeus para
viver na terra e ensinou o homem a cultivar os vinhedos. Tornou-se o
deus do vinho e da embriaguez. Era responsável pelo patrocínio das
festas e das comemorações regadas com bebidas e luxúria. No mundo grego e
romano, os Bacanais eram festas de orgias em sua honra.
Devido
à popularidade da festa, no século XV o Papa Paulo II oficializou o
carnaval no calendário católico. O evento passou a marcar a data que
antecede a abstinência de carne requerida pela quaresma. Deste modo nos
dias de “carnaval” a carne está liberada. Assim, o fiel católico pode
esbaldar-se e praticar todas as obras da carne. Porém, depois, precisa
praticar o jejum quaresmal e purificar-se para a celebração da páscoa.
Lamentavelmente,
o carnaval é a sobrevivência de práticas pagãs. É a manifestação clara
das obras da carne descritas e condenadas pela Palavra de Deus: adultério, prostituição, impureza, lascívia... bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes. Paulo declara que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).
Douglas Roberto de Almeida Baptista
CPADNeuws.
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