terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Bispo é suspenso da Igreja por realizar casamento gay em Maceió

Igreja Católica Brasileira comunicou suspensão da ordem em nota oficial.
'Fiz com a melhor das intenções e não me arrependo', diz Dom Fernando.

Bispo celebra casamento homoafetivo em Maceió (Foto: Micaelle Morais / G1)

O Bispo Chanceler da diocese de Maceió da Igreja Católica Brasileira (ICAB), Dom Fernando Pugliese, que realizou o primeiro casamento homoafetivo relalizado com benção católica em Alagoas, foi suspenso de ordem após realizar a cerimônia na última sexta-feira (23). A decisão foi anunciada através de um comunicado oficial no site oficial da instituição, que é dissidente da Igreja Católica Apostólica Romana. Apesar da punição, o bispo mantém-se firme sobre o assunto. "Fiz essa bênção nupcial com a melhor das intenções e não me arrependo do que fiz", defende-se.
Com a suspensão, Pugliese não poderá realizar nenhum sacramento em nome da Igreja Católica Brasileira, como rezar missas e realizar cerimônias. De acordo com o Bispo Diocesano Dom Walbert Rommel Coêlho Galvão Barros, ele deve apresentar defesa para o Superior Tribunal Eclesiastico da Igreja em até 30 dias. Ainda segundo ele, caso Pugliese não apresente a defesa, corre o risco de ser excomungado.
Em nota, a ICAB informou que "não é contrária às conquistas na sociedade pela igualdade e isonomia entre as pessoas", porém considera o comportamento sexual humano sacramental por natureza, podendo somente ser celebrado religiosamente casamento entre homem e mulher.
A Igreja ainda informou que Pugliese não teve liberação da instituição, nem dos demais bispos conciliares, sendo a aprovação da cerimônia totalmente desconhecida pelo Conselho Episcopal e por todo o Concílio dos Bispos.
"Tal atitude é um ato espontâneo, irreverente e rebelde do bispo, que segundo suas opiniões pessoais faz uso irresponsável do dom que lhe foi concedido, de forma abrupta o distribui, de forma autoritária e rebelde", diz a nota.
Indagado sobre o posicionamento da ICAB, Dom Fernando Pugliese informou à reportagem do G1 que não foi avisado oficialmente pela instituição. "Houve uma polêmica muito grande. Acho difícil me expulsarem, pois tenho 82 anos e muito tempo de serviço prestado. Acredito que seja perseguição. Assim que for comunicado, apresentarei defesa, mas estou tranquilo", disse.
Confira a nota na íntegra:
A presidência da Igreja Católica Apostólica Brasileira – ICAB – através de seu presidente, Dom Josivaldo Pereira de Oliveira, pronuncia-se sobre a matéria veiculada no site do O Globo, g1.globo.com, a respeito de um “casamento gay” que será celebrado por um bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira, Dom Fernando Pugliese, auxiliar na Diocese de MaceióAlagoas.
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A Igreja Católica Apostólica Brasileira não é contrária às conquistas na sociedade pela igualdade e isonomia entre as pessoas. Neste sentido, rechaçamos qualquer forma de violência verbal ou física por causa das opções e orientações que um cidadão faça em termos político, religioso, ideológico e sexual.

Todavia, a Igreja Católica Apostólica Brasileira considera o comportamento sexual humano sacramental por natureza.

A Igreja Católica Apostólica Brasileira, neste diapasão, prioriza o entendimento Bíblico e a Tradição Cristã. Sacramentalmente, para a Igreja Católica Apostólica Brasileira, segundo seu Código Eclesiástico, matrimonio como Graça de Deus, somente pode ser celebrado entre Homem e Mulher.

A notícia evidencia que o citado Bispo, dom Fernando Pugliese, tem a aprovação da Igreja e dos demais bispos conciliares, situação totalmente desconhecida pelo Conselho Episcopal e, obviamente, por todo o Concílio dos Bispos.

Tal atitude é um ato espontâneo, irreverente e rebelde do bispo, que segundo suas opiniões pessoais faz uso irresponsável do dom que lhe foi concedido, de forma abrupta o distribui, de forma autoritária e rebelde.

Dom Fernando Pugliese não tem nenhuma aprovação de nenhuma instância da Igreja Católica Apostólica Brasileira , nem mesmo tem amparo legal e de documentos que o outorgue direitos para levar a cabo esta cerimônia.

A Igreja Católica Apostólica Brasileira, representada por todos seus bispos, padres e fiéis lamentam o fato e a atitude do irmão, os mesmos repudiam essa decisão do Bispo e desaprovam tal atitude que fará com que Dom Fernando Pugliese seja sancionado pelo Tribunal Eclesiastico da Igreja por tão grande incompatibilidade com a comunhão e o colegiado dos Bispos.

O Bispo Diocesano de Maceió, Dom Rommel, também REPROVA oficialmente a realização de tal ato e jamais foi consultado sobre o acontecimento do mesmo. Lamenta o incidente em que envolve pessoas de bem, mas afirma que sua posição está em desacordo com Dom Fernando Pugliese e que a Diocese de Maceió interpreta essa ação do Bispo Auxiliar como um ato de desobediência à Igreja Particular da ICAB em Alagoas e contra a hegemonia do Concilio dos Bispos.
Assim entendemos a situação e oficialmente expressamos nosso parecer sobre esta notícia veiculada pelo site g1.globo.com.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Á pedido de Jean Wyllys, MP interrompe curso para pastores sobre temática gay

 Á pedido de Jean Wyllys, MP interrompe curso para pastores sobre temática gay

 Por solicitação do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), um curso de orientação sobre homossexualismo ministrado pelo ex-homossexual Claudemiro Ferreira – e voltado para pastores – foi interrompido pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF).
Apesar de voltado para lideranças evangélicas, o evento que aconteceria entre os dias 19 e 23 do presente mês foi interrompido por um oficial de Justiça. A programação foi denunciada porque supostamente tratou da homossexualidade “como doença”. O caso seria investigado pelo MP-DF, que decidiu pelo seu arquivamento (veja abaixo).
Mas o foco do evento traz uma perspectiva bastante distante de qualquer vestígio de homofobia. O cartaz do evento dizia somente: “Homossexualismo: ajudando, biblicamente, a prevenir e tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade”.
Mesmo assim, com base na denúncia de Jean Wyllys, o Ministério Público do Distrito Federal intimou os palestrantes Airton Williams e Claudemiro Soares durante evento em Brasília. Contra eles, foi feita por Wyllys uma acusação sobre “charlatanismo”.
Com a divulgação do caso, lideranças evangélicas passaram a questionar se agora é crime no Brasil ensinar que o homossexualismo é pecado. Outras questionam se Jean Wyllys acionaria o MP se o curso fosse ministrado por um clérigo muçulmano em uma mesquita.
“Qualquer um pode defender o aborto e o uso de drogas, que são crimes, abertamente. O Ministério Público não diz nada. Mas falar em lugar privado sobre terapia para gay é proibido e o lugar invadido pelo MP-DF. É revoltante”, afirmou o pastor Silas Malafaia.
Por sua vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) questionou o “oportunismo” de Jean Wyllys, lembrando a origem do deputado do PSOL, que se deu em um reality-show.
“Não me assusta que o pacóvio deputado ex-BBB ter assumido a autoria da denúncia visando a prisão dos palestrantes. É um cristofóbico assumido. Se os cristãos ficarem calados, amedrontados, preparem-se para verem pastores e padres serem presos, retaliações piores que está virão”, declarou Feliciano.
A advogada e pastora Damares Alves destacou a força do lobby LGBT. “Pasmem, senhores, o Ministério Público foi no local e interrompeu o curso. Olhem o tamanho do poder do deputado Jean Wyllys. Conseguiu interromper um curso fechado para líderes evangélicos. Isso é só o começo. Temos que dar uma resposta à altura a esse episódio”, ressaltou.

MP-DF recua após repercussão

“Tanta coisa para um parlamentar fazer no Brasil e ele preocupado com um curso que tinha apenas 25 pastores presentes querendo tão somente aprender sobre como acolher e lidar com os milhares de homossexuais que tristes e deprimidos procuram nossas igrejas”, sentenciou Damares.
Depois da forte repercussão negativa sobre a interrupção do curso voltado para pastores, o Ministério Público do Distrito Federal decidiu arquivar o caso por não haver indício de discriminação por orientação.
Oficialmente, o MP-DF decidiu pelo arquivamento após o depoimento de um dos palestrantes, Airton Williams. O depoimento do palestrante levou o promotor a conclusão óbvia: o curso é voltado para lideranças evangélicas interessadas em acolher homossexuais.
“Ele explicou que o curso é sobre como acolher homossexuais e como fazer trabalho de orientação eclesiástica para, nas palavras dele, homossexuais que gostariam de deixar de ser”, afirmou o promotor Thiago Pierobom de Ávila.
O promotor disse que o papel do Ministério Público é vedar qualquer ato de discriminação, o que, para ele, até o momento, “não ficou caracterizado”.

Fonte: GOSPELPRIME.